A gestão fiscal trata da parte de um negócio com maior potencial para reduzir lucros: a apuração e o pagamento de impostos. Sabemos que o sistema tributário brasileiro é reconhecido pela sua complexidade, logo, se não houver gestão, a sua empresa pode se ver em apuros.

Um bom exemplo disso é o pagamento de impostos a maior, que consiste em pagar ao fisco mais do que deveria — um problema que tem relação direta com a falta de controle da gestão. A sua contabilidade, portanto, precisa ser estratégica a ponto de se antecipar aos órgãos tributários e, assim, reduzir o impacto dos impostos.

Quer saber como fazer isso? Então, continue lendo este artigo!

1. Pense na automatização dos processos

Já foi o tempo em que a escrituração e os processos contábeis dependiam única e exclusivamente do esforço dos contadores em apurar livros e registros em papel. Estamos em plena era do SPED, por isso, automatizar processos é uma necessidade.

Nesse aspecto, a emissão de notas fiscais é, talvez, o primeiro a ser automatizado. Isso porque a expedição desse documento envolve simultaneamente órgãos como a Sefaz e Prefeitura. Logo, erros no seu preenchimento geram notas devolvidas, o que significa retrabalho e, em último caso, multas e sanções.

Não menos importante, a automatização é a medida que faz com que a sua mão de obra seja destinada a tarefas mais nobres e lucrativas. Com isso, você aumenta sua produtividade, reduz custos e ganha o ativo mais precioso de todos: tempo.

2. Realize auditorias e inspeções

Mesmo as grandes empresas com setores dedicados a cuidar do compliance estão sujeitas a falhas, vícios e fraudes internas na apuração e pagamento de impostos. Então, para evitar que esses gargalos de produção prejudiquem os resultados no longo prazo, é recomendado investir em auditorias regulares.

Além de prevenir erros e desvios, uma auditoria é um recurso indispensável para a recuperação de créditos tributários. Trata-se, basicamente, da devolução de valores pagos em impostos e que, por força de lei, podem ser resgatados por empresas que sejam beneficiárias.

O problema é que nem sempre a gestão se dá conta disso, o que leva essas companhias a recorrer a um serviço de auditoria para rever todos os impostos pagos. Auditorias e inspeções na contabilidade também são necessárias como parte de uma estratégia de elisão fiscal, por isso, são extremamente importantes para a gestão tributária e do negócio, como um todo.

3. Cuide do planejamento fiscal

Como dissemos, a complexidade do sistema tributário brasileiro reforça a necessidade de se planejar para que os impostos não afetem a saúde financeira do negócio. É no planejamento tributário, portanto, que a sua empresa desenvolve visão capaz de antecipar o impacto dessa tributação nas suas contas.

Isso envolve, por exemplo, análises para escolha do melhor regime tributário. Aliás, essa é uma recomendação especialmente válida para PMEs, que em alguns casos optam automaticamente pelo Simples Nacional, quando nem sempre esse é o regime mais vantajoso.

Enfim, neste artigo você aprendeu 3 maneiras de estruturar melhor os cuidados da sua empresa com a parte tributária. Esperamos que elas o ajudem a melhorar sua gestão fiscal e, assim, diminuir o peso dos impostos nas suas contas!

Então, esta leitura lhe foi útil? Agora, se quiser aprender ainda mais, confira também como escolher o CNAE certo para o seu negócio!